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sexta-feira, 23 de novembro de 2012

O vermelho da liberdade

Apesar do que todos achavam, ele levava uma vida solitária.
Solitária se você não considerar a constante companhia dos cigarros e do sempre presente cheiro de álcool em suas roupas.
Ele era lindo. Suas sobrancelhas grossas delineavam seu olhar sério e seu cabelo bagunçado mostrava seu jeito relaxado.
Cada dia experimentava um novo corpo, uma nova boca, mas pela manhã sua cama já estava vazia e lhe sobrava apenas as lembranças da noite anterior com uma qualquer.
Ele queria mais do que isso. Sexo não era o bastante, nem cigarros, nem bebidas. Ele queria uma companhia real, uma amizade. O problema é que ele mesmo não tinha consciência disso.
Para ele aquilo era o bastante, apesar de viver em uma constante depressão.

Vendo seu sangue escorrer pelo ladrilho do chão frio do banheiro, ele sabia que ninguém iria o socorrer. Não tinha quem quisesse o impedir, nem ele mesmo queria. A dor era pequena em comparação com a libertação que estava se espalhando pelo seu corpo. Talvez, quando aquilo já estivesse quase para terminar ele se arrependeria, porém já seria tarde demais.
Tarde mais para voltar atrás, para se arrepender, para viver.

Um comentário:

  1. Nossa que história chocante e infelizmente com o cotidiano estamos ficando cada vez mais vazio e satisfeitos com amores de uma noite!

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