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terça-feira, 6 de novembro de 2012

Os robôs do capitalismo



Era como se todos fossem robôs. Máquinas que pensam igual, que trajam as mesmas vestimentas e executam as mesmas atividades.
Os donos das máquinas, agora também são máquinas. Esses donos do capital agora são dominados por esse. É a posse elevada desse papel, cuja diferença com aquele que você usa para limpar seu c* se dá pela coloração e os caracteres nela impressos, que os domina, que entranha em todas as fibras e os faz serem intelectualmente iguais: vazios.
Você os vê sempre uniformizados: relógios e bolsas com os mesmo símbolos, sapatos de solas vermelhas, mesmas estampas de roupas, mesmo design de acessório, cintos de fivelas com letras. E agora até os tamanhos tendem a ser iguais.
Eles se identificam por meio desse uniforme e se um deles ousar em sair sem nenhum item citado, eles nem iriam o reconhecer e garanto que muitos nem palavras trocariam.
Mas o que mais me assusta é que tudo é um ciclo. O capital, domina seu dono, e este domina aquele que sempre foi dominado. Os dominados passam a vida em busca de serem igual a quem os domina. Querem trajar o mesmo uniforme que eles e por isso jogam fora suas roupas, originais e únicas, e passam a comprar a versão mais barata daquele tão desejado uniforme, sem perceber que quanto mais iguais todos somos, mais dominados ficaremos.

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